Arte contestatória

Ai Wewei levanta temática dos refugiados em sua exposição solo na Áustria

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Um dos principais artistas contemporâneos do mundo, o chinês Ai Wewei, manteve o seu engajamento como foco principal de seu trabalho ao levar para o museu Belvedere, em Viena na Áustria, o drama dos refugiados na mostra Translocation – Transformation. Reconhecido por retratar situações políticas e sociais marcantes no mundo, o artista de múltiplas habilidades convoca à reflexão sobre os transtornos causados pela expulsão ou migração de pessoas que buscam melhores condições de sobrevivência longe de sua terra natal.

Sediada em um dos mais belos palácios barrocos de Viena, a arte de Wewei impacta logo na chegada, quando os visitantes se deparam com a F Lotus, instalação que leva mais de mil coletes salva-vidas dispostos em círculos e que flutuam nas águas do lago semelhantes a uma flor de lótus, em uma menção direta aos refugiados que lançam-se ao mar, fugindo de áreas conflituosas, na tentativa de alcançar os países mais próximos.

Outra instalação que chama a atenção é a Wang Family Ancestral Hall, uma representação original de um templo ancestral com mais de 14 metros de altura e composta por 1300 peças do final da dinastia Ming (1368-1644). O salão principal foi fielmente reconstruído. Trata-se de uma estrutura original que pertenceu à família Wang, grandes comerciantes de chá que, durante a revolução cultural chinesa foram expulsos do país. Ai Wewei adquiriu o prédio e fez a sua transferência em um contexto artístico. Para quem vai à Viena neste segundo semestre, a Mostra é uma oportunidade única de se contagiar com o trabalho autoral desse incrível artista. A mostra segue até o dia 20 de novembro.

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