Muito além do Copacabana Palace

Arquiteto Joseph Gire foi esquecido ao longo dos anos

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Formado pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris, o arquiteto Joseph Gire desembarcou no Rio de Janeiro graças às encomendas de Octávio Guinle, que na época era um dos homens mais ricos do país. Conheceram-se no início do século quando Gire desenhava as casas da elite intelectual parisiense e tinha obras também na Argentina.

Rapidamente o arquiteto Gire passou a projetar imóveis no Rio de Janeiro. São dele o Palácio Laranjeiras (1909), morada oficial do governador, palacete Lineu de Paula Machado (1912), em Botafogo e o Palácio de Brocoió (1930), na Ilha de Brocoió, usado pelo governador como residência de férias e o mais famoso, Copacabana Palace, construído em 1923.

Embora represente o luxo da belle époque carioca, Gire tinha um pé no modernismo. “No A Noite, ele fez uso da estrutura como elemento arquitetônico. E, como em outros projetos, tirou partido de grandes vãos livres, semelhantes aos que seriam usados por arquitetos como Oscar Niemeyer anos depois”, diz Cabot, bisneto de Gire, mostrando que o bisavô, mais uma vez, estava à frente de seu tempo.

As fotos foram reunidas por Roberto Cabot, seu bisneto, que é artista plástico e resgatou a memória do arquiteto com o livro “Joseph Gire e o Rio de Janeiro”. A obra reune fotos de prédios assinados pelo francês – que transitava entre diferentes estilos, conforme a natureza do uso do edifício – e textos de seu bisneto, do historiador Jean-Louis Cohen, especializado em arquitetura e urbanismo do século 20, e de Márcio Roiter, referência em art déco no país.

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